Entradas do Julho 2007
Revirando os cantos escuros do armário achei a caixa do Atari, resolvi dar uma limpeza, tirar a poeira, usar o alcool isopropílico que nunca tinha sido usado nessa primeira limpeza que dava ao judiado consolezinho. Fiquei impressionado com a qualidade do acabamento tanto dos controles quanto à placa lógica do sistema.
Apenas por ver o mecanismo do controle pode-se dizer que a simplicidade e robustês andavam juntas. Sem aquelas comuns “bolinhas pretas” afixadas geralmente em películas de borracha para fazer o contato (a exemplo do controle do SNES, Megadrive e cia), a base do controle original do Atari era composto por pequenas placas de contato flexíveis, nada de borrachão, e nenhum outro componente eletrônico. Simples? Ninguém pode dizer que “moderno é melhor”, esses controles nunca foram limpos e ainda funcionam perfeitamente.
Já o console, apesar de estar num “ganibete” exageradamente grande, sua placa é pequena. Envolta por mais uma capa de alumínio para proteção adicional, a “casca do ovo” não deixava entrar poeira. Fiquei desapontado, sem sujeira!
Antiguidades a parte , a Jakks Pacific vende uma versão curiosa de Atari, portátil e com 10 jogos: do romantismo do desajeitado console a tecnologia dos portáteis. Se você ainda tem um Atari e precisa de peças de reposição, no Brasil é quase impossível encontrar, veja o site Atari Service.
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Em período de Pan do Rio, dois grandes jogos se destacaram em seu tempo pela diversão garantida, Olympic Gold Barcelona ‘92 (Megadrive e Master System, 1992) e Track & Field 2 (Nintendo, 1989). Autenticos destruidores de botões numa época em que função turbo era artigo de luxo. Para quem não conhece, se tiver oportunidade, jogue!

Track & Field 2

Olympic Gold – Master System

Olympic Gold – Mega Drive
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O intrigante mundo dos clones não tinha limites. Com a contínua ascenção do Nintendo, as empresas “piratas” tornaram-se cada vez mais especializadas: consoles, controles, cópias de jogos e até versões não oficiais de jogos clássicos.
Por incrível que pareça, nem todas as criações piratas são de se jogar fora, uma muito interessante e (acreditem) bem feita, é Super Mário World, para o limitado sistema de 8 bits.
Com apenas 4 mundos, muito fiéis ao original, dava aos fãns do prejudicado Nintendinho o gosto de jogar um grande clássico dos 16 bits.




Infelizmente o jogo não tem um chefão na última fase, mesmo assim, vale o desafio!
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O NES no Brasil ainda foi representado por inúmeros consoles. De cópia quase fiel com o Bit System da Dismac (esse tinha uma aparência muito simpática) para os mais espertos que suportavam cartuchos de 60 ou 72 pinos (leia CCE Top Game VG9000, Top System da Milmar, Dynavision 3 da Dynacom…) até os patinhos-feios como o Super Charger que era importado do Japão (não era feio na verdade, tinha um design diferente).
Infelizmente, ninguém aprendeu com seu concorrente sobre como criar um controle decente. A maioria utilizava o conector tipo DB9 (mesmo encaixe do Atari, Master System e Genesis/Mega Drive) e apenas o Bit System insistiu no padrão Nintendo. A anatomia do controle preferida foi a “meia lua”, como no Genesis/Mega Drive. O Phantom System o utilizava, assim como um outro console (esse é difícil, tenho que pesquisar para descobrir o nome) só que “ao contrário”. Terrível idéia…

Top System da Milmar

Top Game da CCE
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Em contraste com a entrada do sistema da Nintendo no Brasil, em 1989 a Sega aliou-se a empresa brasileira Tec Toy para comercializar seu console de 8 bits. Com uma ótima estratégia de marketing (os fabricantes dos clones do Nintendo praticamente nada fizeram) o aparelinho ficou conhecido e ganhou muitos adeptos.

O nome original do console era “Sega Master System power base” e era composto por dois controles, uma pistola, óculos 3D e continha em sua memória o jogo Missile Defense 3D.
Estranhamente, este conjunto nunca chegou a ser vendido no Brasil (questões econômicas?) apesar da primeira propaganda de televisão mostrar explicitamente todos esses acessórios. A cena mostrava um soldado vestindo uniforme preto, subindo as escadas de uma torre de observação que ao chegar ao topo, colocava os óculos 3D, empunhava a pistola laser gun e atirava nos mísseis que saiam da televisão.
Tudo muito convincente para as crianças que ficaram loucas, todo aquele aparato voltado apenas para a diversão, todos queriam “ser” o soldado e como havia uma quantidade considerável de títulos disponíveis no mercado, foi um enorme sucesso.
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Enquanto isso, no início da década de 90 desembarcavam por aqui as “novas” tecnologias. A Gradiente lança seu console Phantom System compatível com os cartuchos de seu primo americano, o Nintendo, de 72 pinos e a Dynacom com seu Dynavision seguindo a linha do Nintendo japonês de 60 pinos.
Aparentemente essa divisão poderia causar um certo desconforto para os consumidores uma vez que a incompatibilidade dos cartuchos poderia gerar muitos equívocos aos pais desavisados mas, o padrão foi logo estabelecido e os cartuchos de 72 pinos prevaleceram. Aos consoles de 60 pinos restou uma alternativa simples: um adaptador de 72 para 60 pinos que foi muito utilizado.
Neste período algo curioso acontece que hoje é exaustivamente discutido na mídia, a pirataria. Como se classifica um equipamento criado a partir de outro? Pirata? A terminologia usada na época foi “clone” e ironicamente foi graças aos clones que houve a popularização do vídeo-game no Brasil.
O conceito de clones não se limitou aos consoles, pequenas empresas de eletrônica passaram a reproduzir cartuchos de jogos para alimentar o mercado nacional ainda muito sem expressão, surgiram então os famigerados cartuchos de 96, 120, 32 jogos, Rockman, que é a versão janonesa (60 pinos) do Megaman, só que para 72 pinos, entre outros, todos a um preço acessível. Enfim, diversão para as massas.

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Quando o Nintendo e o Master System foram lançados nos EUA em meados de 1986, ninguém poderia imaginar que seria o início de uma grande revolução na área do entretenimento.
Em época de Atari 2600 com seus gráficos pixelados (quadradinhos), jogos sem enredo e quase sem som, o novo console da Nintendo veio trazendo tudo que seu antecessor não possuia: cores, sons, músicas e desafios. Na prática, todos os consoles eram de 8 bits mas a Atari, acomodada, só percebeu que estava defasada tarde demais. Não vou nem comentar o lançamento do Atari 7800 (1986) pois o único que teve algum tipo de reconhecimento (se pode-se assim dizer) e capacidade computacional foi o portátil Lynx (1989).
A briga não era mesmo para a Atari. Logo as duas grandes potências, a Sega e a Nintendo, criaram uma rivalidade (aos olhos do grande público) entre seus grandes personagens: os Irmãos Mário e Alex Kidd. Era impossível encontrar jogadores “de centro” que gostavam dos dois sistemas e foi a primeira vez que notei que crianças (incluindo eu) tomando partido de algo e defendendo com tudo que podiam. Visões políticas por um joystick.
Graças a essa pequena diversidade, houveram muitos avanços tecnológicos para “recrutar” novos simpatizantes: A Sega com seus mágicos óculos para visão 3D e a Nintendo com seu marketing inteligente. Parece estranho? A Sega sempre inovou, mas suas campanhas não eram empolgantes e muito menos exploravam essas novas idéias, sorte da Nintendo.

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Há alguns anos que não entro em uma locadora para alugar um cartucho de video-game. Lembro-me bem, os jogos não eram modernos, não tinham recursos 3D (isso é óbvio..) muito menos uma “introdução” em forma de super-produção hollywoodiana. Eram apenas divertidos.
Bem, muita conversa fiada para entrar no assunto: Primeira postagem!
Espero que gostem e acompanhem minha pequena saga no mundo dos jogos eletrônicos que escreverei por aqui. Tentarei contar fatos ocorridos naquela época, “fitas” mais jogadas, amigos-companheiros de fim de semana… são muitos tópicos. Tantos que só acompanhando mesmo pra saber!
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