Enquanto isso, no início da década de 90 desembarcavam por aqui as “novas” tecnologias. A Gradiente lança seu console Phantom System compatível com os cartuchos de seu primo americano, o Nintendo, de 72 pinos e a Dynacom com seu Dynavision seguindo a linha do Nintendo japonês de 60 pinos.
Aparentemente essa divisão poderia causar um certo desconforto para os consumidores uma vez que a incompatibilidade dos cartuchos poderia gerar muitos equívocos aos pais desavisados mas, o padrão foi logo estabelecido e os cartuchos de 72 pinos prevaleceram. Aos consoles de 60 pinos restou uma alternativa simples: um adaptador de 72 para 60 pinos que foi muito utilizado.
Neste período algo curioso acontece que hoje é exaustivamente discutido na mídia, a pirataria. Como se classifica um equipamento criado a partir de outro? Pirata? A terminologia usada na época foi “clone” e ironicamente foi graças aos clones que houve a popularização do vídeo-game no Brasil.
O conceito de clones não se limitou aos consoles, pequenas empresas de eletrônica passaram a reproduzir cartuchos de jogos para alimentar o mercado nacional ainda muito sem expressão, surgiram então os famigerados cartuchos de 96, 120, 32 jogos, Rockman, que é a versão janonesa (60 pinos) do Megaman, só que para 72 pinos, entre outros, todos a um preço acessível. Enfim, diversão para as massas.

2 respostas Até agora ↓
Desbloqueando o NES - Parte 1 « Retrogaming // Dezembro 30, 2007 às 14:48 |
[...] deixando de lado a estética perfeita e sem riscos, tentei jogar um cartucho fabricado pela Gradiente nos tempos do Phantom System, o Crime Busters, para dar uns tiros com a pistola que nem havia testado ainda. Pois bem, luzes [...]
naldo1 // Julho 1, 2009 às 03:15 |
O caça fantasmas que a gradiente insistia em emviar no phantom novo era uma tristeza de ruim, porém o “glauthet” era o máximo.