Minha irmã sempre zoou muito o fato de que eu adoro os jogos da série Zelda. Gosto assim como muitos homens gostam e para provar essa paixão, encontrei uma mulher que também gosta!

Minha irmã sempre zoou muito o fato de que eu adoro os jogos da série Zelda. Gosto assim como muitos homens gostam e para provar essa paixão, encontrei uma mulher que também gosta!

Retornando de uma visita ao Museu Nacional de Belas Artes – RJ, fiquei empolgado em escrever sobre duas maquininhas que não pegaram por essas terras, o Virtual Boy, espécie de Game Boy não portátil mas que é uma beleza de se jogar e o pequeníssimo Game & Watch da Nintendo.
Não vou alongar-me descrevendo as peculiaridades do Virtual Boy e Game & Watch. Apesar de ter jogado apenas Mario Tennis, pude ter a clara sensação de um ambiente 3D mesmo utilizando só 2 cores. Custou alguns segundos para fazer com que os olhos processassem tudo como uma só imagem mas depois, foi só diversão! Apenas dois incômodos mas que são superados em pouco tempo: não se vê o controle enquanto joga e a lentidão na percepção dos objetos que se aproximam (talvez esteja ficando velho…).
Já este Game & Watch que joguei era bem diferente dos que já vi por ai, tinha uma tela que era projetada, virava uma espécie de Game Boy da idade da pedra. Valeu como referência aos mini-games que ainda são vendidos.
Lindos equipamentos mas a falta de jogos os fazem realmente itens para colecionadores.
Para quem quer conhecer mais sobre a história dos videogames, até o dia 26 de junho no Museu Nacional de Belas Artes (Rio de Janeiro) está acontecendo na mostra “Rio Criativo” a exposição “História do Videogame” Passado – Presente – Futuro do Marcelo Tavares, de terça a sexta-feira das 10:00 às 17:30, sábados, domingos e feriados de 12:00 às 16:30.
Vejo em muitos lugares falarem mal do Mercado Livre. Não gosto também mas a falta de opções (ofertas mesmo) faz dele o único que presta. Recentemente adquiri dois cartuchos para NES. Os dois considero raridades tanto pelo estado físico no qual se encontravam como no conteúdo propriamente dito.
Super Mário + Duck Hunt original com manual e aspecto de “saído da caixa” por apenas… onze reais! Sem poeira alguma e contatos brilhantes e douradinhos… Só quem dá valor a essas coisas pode entender! =D
A outra, difícil de encontrar é a lendária “Super 8-in-1″ com nada mais nada menos que Robocop, Super Contra, Ninja Gaiden 2, Super Mario 3, Facy Bros 2 (Mario 2), Heavy Barrel, Double Dragon 2 e Dead Fox (Codename: Viper). O contato desta fita estava bem gasto, deu um certo trabalho limpar cada um deles de maneira delicada (sem usar um borrachão) mas no fim, ficou como nova!
Depois de mais uma lida sobre o procedimento de desbloqueio decidi faze-lo sem a parte da solda que era opcional. Quase não há espaço para cortar o pino e depois de alguns minutos “alisando” o pino com uma tesoura de ponta fina consegui romper a ligação.
Após o trabalho feito, aproveitei para fazer uma melhoria no conector principal do console. A grande vantagem foi não precisar mais “abaixar” o cartucho para iniciar além de melhorar o contato como um todo.
Agora, o resultado!

Crime Busters
Jogo lançado em 1989 pela Gradiente, possui 3 fases na sequencia: Banco, Armazém e Cafeteria ou pode-se selecionar qual deseja jogar na tela inicial.
Não chega a ser um jogo difícil mas a limitação de cenários o prejudica um pouco e depois de um tempo fica enjoativo. A música do jogo é razoável e combina com o ambiente.
Um aspecto que percebo sobre outros artigos que li sobre este game é a eventual presença de reféns. Podem ser mortos, claro… mas você será sempre penalizado.
Fica ai na tela inicial meu score… =D e mais outras telas.


Nesta sexta-feira recebi (finalmente!) pelos correios meu novo-antigo NES (Nintendo 8 bits, 1986). Veio modesto, um controle, pistola, e outros componentes “fiosos” genéricos.

Só tenho a dizer, é uma raridade. Não por que sou eu que tenho, todos podem ter mas este está num estado de conservação tal qual saiu novo da caixa. Fiquei impressionado.
Deixando de lado a estética perfeita e sem riscos, tentei jogar um cartucho fabricado pela Gradiente nos tempos do Phantom System, o Crime Busters, para dar uns tiros com a pistola que nem havia testado ainda. Pois bem, luzes piscam e nada acontece, está bloqueado para cartuchos não oficiais e a solução seria destravar.
“O que acontece na verdade é que o console entra em um loop infinito de resets por conta desse travamento.” – Raphaël Assénat
Mão na massa, garimpei um pouco pela internet e no site nes.com.br encontrei um artigo sobre o destravamento, lí mas não senti firmeza, o artigo tem todo aquele aspecto de achei-em-outro-site-e-traduzi, com fotos com legendas em inglês… uma pena! Um site que carrega o nome NES deveria ao menos ter esse cuidado ao postar seus artigos! Foi então que encontrei um site formidável de um engenheiro eletrônico que criou varias modificações não só para o NES como para outros consoles (já pensou em usar seu monitor para computador em videogame?).
Voltando a linha de raciocínio, encontrei informações detalhadas sobre o destravamento. O console está aqui na minha mesa, totalmente nú, esperando umas agulhadas com solda e como nesse período de fim de ano o comércio pára, terei de esperar… mas tirei algumas fotos que mostram com mais exatidão onde o intervenção deverá ocorrer:
Placa principal. Vista da parte inferior do console (o encaixe de fitas fica do lado oposto).
No detalhe em vermelho está o chip que deverá perder sua quarta perna na fileira de baixo.
Pelo tudo que li e entendi, ao remover essa perna o aterramento posteriormente é aconselhado, basta soldar um pequeno fio ao pino e solda-lo em outra parte que tenha aterramento.
Tem muito ainda sobre esse processo, muito cuidado! Na próxima, o resultado…
Boas festas!
Os consolezinhos portáteis não são novidade, já passaram pelo nosso mundo o Game Boy (Nintendo) e Game Gear (Sega) mas com o estardalhaço feito pelo lançamento do Mega Drive P fica uma questão… existe outra opção?
O Portable Player da canadense PlayPal está no mercado já tem um tempo e é um híbrido com 20 jogos de Master System com Game Gear. Custa em torno de cinquenta dólares.
Algumas curiosidades sobre esse portátil: possui saída A/V, entrada para microfone (??) , utiliza três pilhas e conta ainda com conector para fonte externa!
Não é um primor de qualidade, lembra aqueles toscos “mini-games” mas pelo preço, está valendo.
Bom Natal e bons jogos!
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Em período de Pan do Rio, dois grandes jogos se destacaram em seu tempo pela diversão garantida, Olympic Gold Barcelona ‘92 (Megadrive e Master System, 1992) e Track & Field 2 (Nintendo, 1989). Autenticos destruidores de botões numa época em que função turbo era artigo de luxo. Para quem não conhece, se tiver oportunidade, jogue!

Track & Field 2

Olympic Gold – Master System

Olympic Gold – Mega Drive
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O intrigante mundo dos clones não tinha limites. Com a contínua ascenção do Nintendo, as empresas “piratas” tornaram-se cada vez mais especializadas: consoles, controles, cópias de jogos e até versões não oficiais de jogos clássicos.
Por incrível que pareça, nem todas as criações piratas são de se jogar fora, uma muito interessante e (acreditem) bem feita, é Super Mário World, para o limitado sistema de 8 bits.
Com apenas 4 mundos, muito fiéis ao original, dava aos fãns do prejudicado Nintendinho o gosto de jogar um grande clássico dos 16 bits.




Infelizmente o jogo não tem um chefão na última fase, mesmo assim, vale o desafio!
O NES no Brasil ainda foi representado por inúmeros consoles. De cópia quase fiel com o Bit System da Dismac (esse tinha uma aparência muito simpática) para os mais espertos que suportavam cartuchos de 60 ou 72 pinos (leia CCE Top Game VG9000, Top System da Milmar, Dynavision 3 da Dynacom…) até os patinhos-feios como o Super Charger que era importado do Japão (não era feio na verdade, tinha um design diferente).
Infelizmente, ninguém aprendeu com seu concorrente sobre como criar um controle decente. A maioria utilizava o conector tipo DB9 (mesmo encaixe do Atari, Master System e Genesis/Mega Drive) e apenas o Bit System insistiu no padrão Nintendo. A anatomia do controle preferida foi a “meia lua”, como no Genesis/Mega Drive. O Phantom System o utilizava, assim como um outro console (esse é difícil, tenho que pesquisar para descobrir o nome) só que “ao contrário”. Terrível idéia…

Top System da Milmar

Top Game da CCE
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Enquanto isso, no início da década de 90 desembarcavam por aqui as “novas” tecnologias. A Gradiente lança seu console Phantom System compatível com os cartuchos de seu primo americano, o Nintendo, de 72 pinos e a Dynacom com seu Dynavision seguindo a linha do Nintendo japonês de 60 pinos.
Aparentemente essa divisão poderia causar um certo desconforto para os consumidores uma vez que a incompatibilidade dos cartuchos poderia gerar muitos equívocos aos pais desavisados mas, o padrão foi logo estabelecido e os cartuchos de 72 pinos prevaleceram. Aos consoles de 60 pinos restou uma alternativa simples: um adaptador de 72 para 60 pinos que foi muito utilizado.
Neste período algo curioso acontece que hoje é exaustivamente discutido na mídia, a pirataria. Como se classifica um equipamento criado a partir de outro? Pirata? A terminologia usada na época foi “clone” e ironicamente foi graças aos clones que houve a popularização do vídeo-game no Brasil.
O conceito de clones não se limitou aos consoles, pequenas empresas de eletrônica passaram a reproduzir cartuchos de jogos para alimentar o mercado nacional ainda muito sem expressão, surgiram então os famigerados cartuchos de 96, 120, 32 jogos, Rockman, que é a versão janonesa (60 pinos) do Megaman, só que para 72 pinos, entre outros, todos a um preço acessível. Enfim, diversão para as massas.

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