Retrogaming

Entradas categorizadas em ‘pirata’

Do Mercado Livre para a cristaleira…

Janeiro 22, 2008 · 1 Comentário

Vejo em muitos lugares falarem mal do Mercado Livre. Não gosto também mas a falta de opções (ofertas mesmo) faz dele o único que presta. Recentemente adquiri dois cartuchos para NES. Os dois considero raridades tanto pelo estado físico no qual se encontravam como no conteúdo propriamente dito.

Super Mário + Duck Hunt original com manual e aspecto de “saído da caixa” por apenas… onze reais! Sem poeira alguma e contatos brilhantes e douradinhos… Só quem dá valor a essas coisas pode entender! =D

Super Mario + Duck Hunt

A outra, difícil de encontrar é a lendária “Super 8-in-1″ com nada mais nada menos que Robocop, Super Contra, Ninja Gaiden 2, Super Mario 3, Facy Bros 2 (Mario 2), Heavy Barrel, Double Dragon 2 e Dead Fox (Codename: Viper). O contato desta fita estava bem gasto, deu um certo trabalho limpar cada um deles de maneira delicada (sem usar um borrachão) mas no fim, ficou como nova!

Super 8-in-1 - 1/2 Super 8-in-1 - 2/2

Categorias: jogo · nintendo · pirata

Desbloqueando o NES – Parte 1

Dezembro 30, 2007 · Deixe um comentário

Nesta sexta-feira recebi (finalmente!) pelos correios meu novo-antigo NES (Nintendo 8 bits, 1986). Veio modesto, um controle, pistola, e outros componentes “fiosos” genéricos.

NES Logo

Só tenho a dizer, é uma raridade. Não por que sou eu que tenho, todos podem ter mas este está num estado de conservação tal qual saiu novo da caixa. Fiquei impressionado.

Deixando de lado a estética perfeita e sem riscos, tentei jogar um cartucho fabricado pela Gradiente nos tempos do Phantom System, o Crime Busters, para dar uns tiros com a pistola que nem havia testado ainda. Pois bem, luzes piscam e nada acontece, está bloqueado para cartuchos não oficiais e a solução seria destravar.

“O que acontece na verdade é que o console entra em um loop infinito de resets por conta desse travamento.” – Raphaël Assénat

Mão na massa, garimpei um pouco pela internet e no site nes.com.br encontrei um artigo sobre o destravamento, lí mas não senti firmeza, o artigo tem todo aquele aspecto de achei-em-outro-site-e-traduzi, com fotos com legendas em inglês… uma pena! Um site que carrega o nome NES deveria ao menos ter esse cuidado ao postar seus artigos! Foi então que encontrei um site formidável de um engenheiro eletrônico que criou varias modificações não só para o NES como para outros consoles (já pensou em usar seu monitor para computador em videogame?).

Voltando a linha de raciocínio, encontrei informações detalhadas sobre o destravamento. O console está aqui na minha mesa, totalmente nú, esperando umas agulhadas com solda e como nesse período de fim de ano o comércio pára, terei de esperar… mas tirei algumas fotos que mostram com mais exatidão onde o intervenção deverá ocorrer:

NES back 1

Placa principal. Vista da parte inferior do console (o encaixe de fitas fica do lado oposto).

NES back unlocking

No detalhe em vermelho está o chip que deverá perder sua quarta perna na fileira de baixo.

Pelo tudo que li e entendi, ao remover essa perna o aterramento posteriormente é aconselhado, basta soldar um pequeno fio ao pino e solda-lo em outra parte que tenha aterramento.

Tem muito ainda sobre esse processo, muito cuidado! Na próxima, o resultado…

Boas festas!

Categorias: nintendo · pirata

Natal chegando, crianças alvoroçadas e pais em pânico

Outubro 29, 2007 · Deixe um comentário

Com as festas de fim de ano (dia das crianças e Natal) vem também a busca pelos presentes. Nos tempos de X-Box, Playstation “63″ e cia., uma grande oportunidade surge com a venda de consoles considerados obsoletos.

Neste último fim de semana, estive vendo os preços dessas “relíquias do passado” e por volta de R$250,00 consegue-se um Master System e com cem reais a mais, um Mega Drive. Bem caro para consoles tão modestos e muito mais caro que o famigerado Polystation ofertado pelos vendedores ambulantes…

O detalhe está na diversão embutida: 81 jogos para M.D. e 131 para M.S! Ambos com dois controles e garimpando pelo mercadolivre.com.br pode-se obter ainda a pistola Light Phaser, sem contar os inúmeros títulos para esses consoles, por uma bagatela…

Só para não deixar passar em branco: Mega Drive e Master System, pela Tectoy e Polystation (clone do Nintendo 8 bits) pela -=alguém sabe?=-.

Sega Mega Adaptor

Como postagem sem imagem não tem graça, aqui está um dos grandes delírios de sua época, o Sega Mega Adaptor. Para os esquecidos, o dispositivo possibilitava o uso de cartuchos de Master System no Mega Drive.

Categorias: adaptador · master system · mega drive · pirata · sega · tec toy

Obra-prima da pirataria

Julho 9, 2007 · Deixe um comentário

O intrigante mundo dos clones não tinha limites. Com a contínua ascenção do Nintendo, as empresas “piratas” tornaram-se cada vez mais especializadas: consoles, controles, cópias de jogos e até versões não oficiais de jogos clássicos.
Por incrível que pareça, nem todas as criações piratas são de se jogar fora, uma muito interessante e (acreditem) bem feita, é Super Mário World, para o limitado sistema de 8 bits.
Com apenas 4 mundos, muito fiéis ao original, dava aos fãns do prejudicado Nintendinho o gosto de jogar um grande clássico dos 16 bits.

SMW1

SMW2

SMW3

SMW Ending

Infelizmente o jogo não tem um chefão na última fase, mesmo assim, vale o desafio!

Categorias: jogo · nintendo · pirata

Mais clones

Julho 6, 2007 · Deixe um comentário

O NES no Brasil ainda foi representado por inúmeros consoles. De cópia quase fiel com o Bit System da Dismac (esse tinha uma aparência muito simpática) para os mais espertos que suportavam cartuchos de 60 ou 72 pinos (leia CCE Top Game VG9000, Top System da Milmar, Dynavision 3 da Dynacom…) até os patinhos-feios como o Super Charger que era importado do Japão (não era feio na verdade, tinha um design diferente).

Infelizmente, ninguém aprendeu com seu concorrente sobre como criar um controle decente. A maioria utilizava o conector tipo DB9 (mesmo encaixe do Atari, Master System e Genesis/Mega Drive) e apenas o Bit System insistiu no padrão Nintendo. A anatomia do controle preferida foi a “meia lua”, como no Genesis/Mega Drive. O Phantom System o utilizava, assim como um outro console (esse é difícil, tenho que pesquisar para descobrir o nome) só que “ao contrário”. Terrível idéia…

 

Milmar - Top System

Top System da Milmar

 

Top Game VG9000

Top Game da CCE

Categorias: adaptador · dynacom · dynacon · dynavision · joystick · nintendo · phantom system · pirata

No Brasil, com a Gradiente e Dynacom

Julho 4, 2007 · 2 Comentários

Enquanto isso, no início da década de 90 desembarcavam por aqui as “novas” tecnologias. A Gradiente lança seu console Phantom System compatível com os cartuchos de seu primo americano, o Nintendo, de 72 pinos e a Dynacom com seu Dynavision seguindo a linha do Nintendo japonês de 60 pinos.

Aparentemente essa divisão poderia causar um certo desconforto para os consumidores uma vez que a incompatibilidade dos cartuchos poderia gerar muitos equívocos aos pais desavisados mas, o padrão foi logo estabelecido e os cartuchos de 72 pinos prevaleceram. Aos consoles de 60 pinos restou uma alternativa simples: um adaptador de 72 para 60 pinos que foi muito utilizado.

Neste período algo curioso acontece que hoje é exaustivamente discutido na mídia, a pirataria. Como se classifica um equipamento criado a partir de outro? Pirata? A terminologia usada na época foi “clone” e ironicamente foi graças aos clones que houve a popularização do vídeo-game no Brasil.

O conceito de clones não se limitou aos consoles, pequenas empresas de eletrônica passaram a reproduzir cartuchos de jogos para alimentar o mercado nacional ainda muito sem expressão, surgiram então os famigerados cartuchos de 96, 120, 32 jogos, Rockman, que é a versão janonesa (60 pinos) do Megaman, só que para 72 pinos, entre outros, todos a um preço acessível. Enfim, diversão para as massas.

Gradiente Phantom System

Categorias: adaptador · dynacom · dynacon · dynavision · gradiente · nintendo · phantom system · pirata